Friday, June 02, 2006

::CHInewsKI Online - Edição nº 30 - Rio de Janeiro, 31 de outubro de
2001::

O Mundo de Andy

Acordei as seis e treze da manhã. Tempo suficiente para acender um cigarro e ir para a janela sair na foto de satélite que nos monitora.
Tinha sonhado que estava em um bosque onde um coelho brincava de fazer sombras com formato de pessoas numa árvore. Jurei estar tendo amnésia e deja vu ao mesmo tempo.
Coloquei café instantâneo no microondas e achei que estava voltando no tempo. Vi um vidro de água em pó em cima da mesa, mas fiquei em dúvida em o que misturar.
Não estranhem às vezes o meu silêncio. Provavelmente estou falando entre parênteses.
Vesti-me rapidamente e fui pegar o carro. Uns garotos que me acham excêntrico estavam tacando papel higiênico molhado em meu carro. Falei para eles pararem. Eles fizeram caretas. Aproveitei que minha casa era feita de madeira balsa e a levantei sob minha cabeça, fingindo que iria tacar. Correram apavorados.
Andei dez quarteirões ara chegar em meu trabalho. Procurando vaga, fui andando por uns dez minutos até encontrar a vaga perfeita. Já que estava na porta de casa, deixei as chaves do carro em casa e andei os dez quarteirões até o trabalho.
Sempre entro meio nervoso na enorme porta do museu. Ela tinha uns 5 metros de largura. Muita gente tem medo de altura, eu tenho medo de largura. Me dá uma sensação de vazio. O museu estava vazio para variar. Ele somente tinha as cabeças e os membros que não tinham nas peças de outros museus.
Passei o dia quase inteiro pastando. Fiquei observando uma foto rara que tenho de decoração, de Houdini tentando arrombar as portas de seu carro desesperadamente, tendo esquecido as chaves dentro. O máximo que ocorreu foi eu ter uma enorme vontade de ir ao banheiro na hora em que estávamos sem luzes. Graças a Deus as máquinas fotográficas tem flashes. Até dar a descarga num cago esquecido colocar o assento na privada, tirei trinta fotos do espécime. O papel higiênico também tem agora seu próprio "book".
Chegando em casa, abri uma cerveja e fiquei vendo todos os 700 canais de língua estrangeira da televisão a cabo. Não parei em um. Era mais emocionante zapera sem parar. As vezes, achava que viajava no tempo de novo. Sete e trinta e dois. Hora de sair na foto de novo. Indo para a janela acenar para meu satélite amigo, quebrei um espelho por acidente. Com medo dos 7 anos de azar, liguei meu advogado. Avisou que entraria com um recurso e no máximo eu teria cinco em regime semi-aberto. Também acabei derramando removedor no meu cachorro enquanto estava no telefone. Ele sumiu. Fiz uma casa com cartas de taro para esquecer do fato. A casa teve tres andares e quatro pessoas morreram.
Hora de dormir.


Para dois dos mais esquisitos comediantes de todos os tempos, Steven Wright e Andy Kauffman



::Caim::

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